Os concelhos de Monção e Melgaço vivem do Alvarinho e para o Alvarinho e por isso não podíamos deixar de ter uma Confraria que glorificasse e enaltecesse o produto de que vivem, ainda, a maioria das famílias. O Alvarinho é sem duvida a maior fonte de riqueza deste território e o seu maior embaixador.
A qualidade dos vinhos produzidos em Monção e Melgaço não deixa ninguém indiferente. Não estranha, por isso, que desde o início deste século se tenham consolidado experiências, com esta casta, noutros territórios. Apesar desta dispersão da casta, é comummente aceite ser a região de Monção e Melgaço a mais indicada para a sua produção desta casta.
É neste território, situado no extremo norte de Portugal, que nascem alguns dos melhores vinhos brancos nacionais. Vinhos que impressionam os sentidos pela sua qualidade, personalidade e capacidade para evoluir nobremente em garrafa ao longo de muitos anos.
Em Monção e Melgaço, a geografia e história revelam-se aos nossos olhos, em cada curva do caminho, em cada janela de pedra granítica, em cada videira. Monção e Melgaço são duas vilas de fronteira, fundadas há mais de 800 anos. Ao longo de muitos séculos, foram a primeira linha de defesa do espaço português, um estatuto que as suas muralhas e castelos ainda hoje atestam.
O vinho faz parte do dia a dia dos habitantes deste vale desde muito antes da fundação da nacionalidade. A cultura da Vinha nesta região remonta à criação das povoações de Monção e de Melgaço. Os forais concedidos aos dois concelhos reforçam e reconhecem a posse das vinhas aos seus habitantes. O foral atribuído a Melgaço, em 1183, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, reconhece a existência de vinhas e de produção de vinhos. O mesmo acontece com Monção, onde a posse de vinhas é reconhecida no Foral atribuído a esta vila por D. Afonso III, em 1261.
Noséculo XV era já bem mais do que um simples produto agrícola: os vinhos desta região eram avidamente procurados pelos ingleses que se dirigiam à costa portuguesa, onde o trocavam por bacalhau. Mas foi realmente a partir da segunda metade do século XX que se operou a verdadeira expansão agrícola e comercial do Alvarinho.
Foi no ano de 1920 que apareceu o primeiro vinho comercializado com a marca “Alvarinho”, como comprova o rótulo da garrafa de “Casa de Rodas”. Várias quintas de Monção e Melgaço, como a Quinta de Rodas, Quinta de Serrade, Quinta de Juste, Quinta da Brejoeira, Casa de Queirão, Casa da Cabana, vão dar ao alvarinho o caminho para o alto prestígio de que hoje goza. Desde aí, a sua identidade foi-se afirmando, contribuindo profundamente para mudar o modo como estas terras se desenvolveram. A sua personalidade e carácter são tão marcantes como a terra que lhe dá a origem. Mais do que características únicas na morfologia da região, o Alvarinho de Monção e Melgaço é, na sua essência, o resultado de um saber coletivo, um acumular de experiências e saberes, um património cultural que as gerações anteriores nos deixaram.
O território de Monção e Melgaço é assim, como um anfiteatro verdejante, virado para o rio Minho e fechado num círculo de montes imponentes que o protegem dos ventos agrestes do Oceano Atlântico, originando invernos frios e chuvosos e verões quentes e secos. Uma autêntica redoma natural que ofereceu a esta sub-região as condições perfeitas para a produção de vinhos de excelência.
Mas uma região vitivinícola não é apenas feita de montes e vales, solos e climas, videiras e uvas. Na génese de um vinho estão, sobretudo, as pessoas. Pessoas que, ao longo de séculos, contribuíram para moldar o perfil do território, transmitindo às gerações seguintes a sua história, a sua cultura e o seu saber.
Em Monção e Melgaço, existem mais de dois mil viticultores que tratam de 1900 hectares de vinha ao longo de um ano inteiro, acompanhando a floração, o nascimento e crescimento dos cachos, controlando e evitando as doenças e pragas, oferecendo às videiras todos os cuidados até chegar a vindima, o tão aguardado momento em que as uvas se transformam em vinho. Muitos destes lavradores são também vinificadores que dão origem a mais de 350 referências de vinhos com a certificação Monção e Melgaço, usufruindo de um selo de qualidade.
Ao saber empírico herdado dos antepassados junta-se hoje o conhecimento científico. A grande maioria dos produtores de Monção e Melgaço são membros de uma nova geração, com formação específica em viticultura e enologia. Na vinha e na adega, aplicam práticas e conceitos que juntam tradição e modernidade. Conhecedores, dinâmicos, criativos, atentos à sustentabilidade ambiental e à biodiversidade, fazem nascer vinhos sublimes, que deixam forte impressão nos apreciadores. Ao longo dos anos este reconhecimento alargou-se para os quatros cantos do mundo, tendo o vinho Alvarinho de Monção e Melgaço angariado uma notoriedade internacional.
Para valorizar e defender tão importante herança, em 2007 foi fundada a Real Confraria do Vinho Alvarinho. Tem como objetivos a defesa e promoção do vinho Alvarinho de Monção e Melgaço e a preservação da autenticidade deste território através da divulgação do seu património vinícola, paisagístico, arquitetónico e gastronómico.
A palavra "Real" foi escolhida propositadamente porque, desde sempre, o vinho Alvarinho foi considerado o Rei dos vinhos brancos em Portugal e essa foi uma das razões da fundação desta Confraria.
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Deixe-se conquistar pelos sabores e aromas da gastronomia local!
Monção e Melgaço, duas vilas fortificadas que se encontram debruçadas sobre o rio Minho com os seus agradáveis ??miradouros, passadiços, monumentos, produtos gastronómicos e gente acolhedora, são um destino obrigatório para quem deseja conhecer um pouco mais das raízes de Portugal.
Aqui decorreram combates e disputas de onde sobressaem como heroínas, a Inês Negra (Melgaço) e Deu-la-Deu Martins (Monção) duas personagens lendárias da história destes dois concelhos na luta contra os castelhanos.
A gastronomia surge como um marco diferenciador da herança cultural deste território. Falar dos sabores tradicionais é viajar pelos maravilhosos aromas de pratos confecionados com saber e minúcia, que se adaptam às estações do ano e aos produtos que a natureza, gentilmente, oferece.
Terras de boa mesa, de cozinha tradicional que valoriza os produtos dos campos, dos rios e das serras, Monção e Melgaço constituem paragem obrigatória para todos os apreciadores da boa gastronomia.
Uma gastronomia rica, de origens ancestrais, fortemente influenciada pelo ciclo das culturas e do rio Minho, e baseada numa cozinha simples, mas de grande qualidade!
Destacam-se, em Melgaço, o cabrito assado no forno de lenha, os bifes de presunto, o sarrabulho, os grelos com rojões, a bola da frigideira, o bolo da pedra, a água d'unto, o bucho doce, as migas doces, os pastéis mimosos e muitas outras iguarias para descobrir e saborear. O afamado presunto de Melgaço, reconhecido há mais de 600 anos e um dos prediletos dos cozinheiros das cortes reais e os enchidos são igualmente motivos de deleite e mais uma das razões para estadia para que estas paragens se tornem inesquecíveis.
Em Monção sobressaem o “Cordeiro à moda de Monção” mais conhecido como a “Foda à Monção” e galardoado no concurso “7 Maravilhas à Mesa de Portugal”, as populares “Roscas de Monção”, doce eleito no concurso nacional “7 Maravilhas Doces à Mesa”, e as delícias conventuais das “Barriguinhas de Freira”.
O rio Minho, com um enorme valor patrimonial, paisagístico e natural, leva-nos até à mesa alguns pratos que se tornaram verdadeiros ícones da gastronomia local: a lampreia com arroz, à bordalesa, frita com ovos ou assada, o sável e o salmão.
Das serras, onde o gado pasta livremente numa evocação à urze, à carqueja, à giesta e ao tojo e ao som do silêncio das montanhas graníticas e selvagens, destacam-se as raças Barrosã e Cachena que constituem parte integrante do património genético do nosso país. As suas carnes são suculentas e possuem um sabor único, resultante do equilíbrio entre o sistema de produção utilizado e as características destas raças.
Em Monção e Melgaço o vinho acompanha as refeições, está sempre presente nas celebrações, mas também constitui um ingrediente dos pratos, como um tempero, tal como um pouco de sal ou pimenta. O vinho faz parte das receitas locais e nunca pode faltar, por exemplo, na lampreia do rio Minho, no sável de escabeche, no cabrito do monte assado no forno ou na "sorça" dos enchidos tradicionais .
Os vinhos Alvarinho de Monção e Melgaço, pela sua estrutura e complexidade aromática, acompanham na perfeição pratos de paladares mais fortes, como o bacalhau, polvo, pratos de carne grelhada e assados. Casam, também, de uma forma muito harmoniosa com presunto, enchidos e queijos.
Descubra a gastronomia e os vinhos de Monção & Melgaço!
QUINTAS E ADEGAS:
Os encantos da casta Alvarinho – uma das castas brancas mais nobres de Portugal – começam no terroir e terminam no copo, numa exaltação dos sentidos que nos convida a descobrir mais sobre Monção e Melgaço. Um território de cultura, de tradições e saberes que passam de geração em geração as experiências e os segredos da vinha e do vinho.
Percorra os caminhos do vinho e conheça as quintas e adegas aderentes à Rota do Alvarinho Monção e Melgaço. Todas elas partilham uma grande tradição vitivinícola sendo reconhecidas pela qualidade dos seus vinhos, distintos e únicos, que originou a atribuição de um selo de garantia exclusivo “Monção & Melgaço” o qual certifica a autenticidade, origem e qualidade dos vinhos afirmando um segmento de maior valorização dentro do universo que é o “Vinho Verde”.
Descubra os segredos dos vinhos de Monção e Melgaço passeando por entre as vinhas, percorrendo as suas adegas, desde as mais vanguardistas passando pelas mais senhoriais e também pelas de maior tradição familiar.
Um caminho à sua espera! Descubra-o aqui
ONDE COMER:
O cultivo de grandes vinhos favorece a ligação à excelente gastronomia local e permite uma verdadeira imersão na história, nos aromas e nos sabores deste território. Monção e Melgaço é sinônimo de boa mesa, de cozinha tradicional que valoriza os produtos dos campos, da montanha e do rio. Falar dos sabores tradicionais é viajar pelos maravilhosos aromas de pratos confecionados com saber e minúcia, que se adaptam às estações do ano e aos produtos que a natureza generosamente oferece.
O cabrito assado no forno de lenha, o cordeiro à moda de Monção (mais conhecido por “foda”), o arroz de lampreia, a lampreia à bordalesa, frita com ovo, os bifes de presunto de Melgaço, o sável do rio Minho, o caldo verde, estão entre as especialidades mais apreciadas.
Deixe-se fascinar nesta viagem pelos sabores locais nos restaurantes aderentes à Rota do Alvarinho Monção e Melgaço!
O QUE VISITAR:
Em Monção e Melgaço há natureza, cultura, história e património. Há saberes e tradições preservadas no tempo e no espaço. Dos monumentos megalíticos aos vestígios do domínio romano, é possível encontrar vários atrativos que nos transportam para um universo de descoberta único. As pontes que guardam mistérios e lendas, as aldeias que salpicam a paisagem, as linhas de água cristalina, a riqueza da fauna e da flora, os percursos pedestres.
Um percurso pelo património e tradições que o tempo não apagou. Descubra-o aqui
ATIVIDADES RADICAIS E DE AVENTURA:
Monção e Melgaço é um território verdejante de forte e fértil vegetação. Os recursos naturais, como o Rio Minho, o Rio Laboreiro, o Rio Mouro, o Parque Nacional da Peneda Gerês e a natureza envolvente, convidam à realização de atividades desportivas espalhadas por vários locais de rara beleza. De atividades radicais a atividades de contemplação, desfrute todo o potencial que este território tem para oferecer.
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