Confraria

Confraria dos Rojões de Válega

Confraria

História e origem

A ideia da criação da Confraria surgiu no início de 2018, através de um repto lançado pelo valeguense Vítor Amaral nas redes sociais e nalguns contatos mais diretos. Em Fevereiro reuniu pela primeira vez um grupo de cerca de 30 amigos que, num debate tranquilo e focado na defesa das tradições valeguenses, assumiram avançar com o projeto da criação da Confraria dos Rojões de Válega.

No dia 13-08-2018, através de escritura pública, nasceu oficialmente a Confraria dos Rojões de Válega. Após a criação oficial, seguiram-se os passos necessários para pôr em prática o regular funcionamento da associação, com a eleição da primeira direção. Já com os corpos sociais eleitos e em funções, a Confraria realizou o seu primeiro Capítulo no dia 03-08-2019 numa cerimónia apadrinhada pela Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal. A testemunhar este importante momento estiveram presentes cerca de 40 confrarias portuguesas, representantes da Câmara Municipal de Ovar e da Junta de Freguesia de Válega e ainda a Presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas.

Depois de consolidar a sua atividade, e por entender que o melhor da gastronomia portuguesa é a possibilidade de partilhar o que de melhor tem cada terra do nosso país, aderiu à Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, tendo sido aceite por unanimidade em 29-10-2024.
Missão

Objetivos, missão e valores

A Confraria dos Rojões de Válega é uma associação sem fins lucrativos e a sua ação, num primeiro momento, abrange a freguesia de Válega e as freguesias limítrofes, podendo desenvolver a sua ação em qualquer zona do país ou do estrangeiro, tendo em conta o desempenho do objetivo e fins que se proponha executar. A sede está situada na antiga Escola Primária do Seixo de Cima, na freguesia de Válega, cedida pela Câmara Municipal através de um contrato de comodato, sendo que a Confraria desenvolve, desde o primeiro momento, um projeto de constante melhoramento do espaço que lhe permita desenvolver com maior qualidade a sua atividade.

A Confraria tem por objeto social principal preservar a tradição da matança do porco e dos Rojões de Válega, a sua forma de confeção e o seu acompanhamento gastronómico e promover os mesmos a nível nacional e internacional. Ao mesmo tempo, quer promover e apoiar as medidas tendentes à defesa e certificação dos Rojões de Válega.

A Confraria dos Rojões de Válega conta atualmente com cerca de 60 Confrades, sendo cerca de 30% do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 19 e os 83 anos, sendo um objetivo prioritário adaptar a tradição da nossa gastronomia à realidade da sociedade atual, sem desvirtuar a herança que os nossos antepassados nos deixaram, fazendo sentir aos mais novos que os melhores rojões são aqueles que podem ser saboreados por se ter nascido e vivido num determinado lugar, por ser filho, neto, sobrinho ou familiar de pessoas que os preparavam com amor.
Por isso, é à volta de um tacho de rojões que sentimos os cheiros mais inesquecíveis, as memórias mais vivas, os afetos mais sinceros, que viverão para sempre dentro de nós. Que o lume nunca se apague.
Identidade

O traje

Traje da Confraria dos Rojões de Válega
A escolha do traje deve marcar a herança histórica e tradição das gentes desta terra, que tem uma maneira própria enraizada, para confecionar os nossos rojões.
O traje da Confraria dos Rojões de Válega é composto por três peças, nomeadamente um Chapéu, um Capa e um Colar. O traje é igual para todos os Confrades.
A cor, elemento de extrema importância pela impressão visual que produz, foi escolhida para simbolizar os tons dessa telha única, a telha da Regedoura, usada para cobrir os currais dos animais, onde eram alimentados com verduras e cereais, ao longo do ciclo da criação. Esta telha era também utilizada para a lavagem do porco, no ato da matança.

O Traje é composto por:
Chapéu de abas, de cor castanha, inspirado no modelo usado nesta zona Litoral, sendo envolto com fita, com nó atrás, descaída nas pontas. O chapéu deve ser usado durante toda a cerimónia de Entronização, em atos solenes, em desfiles, ou para a captação de imagens para foto ou filme. Os chapéus são retirados durante a refeição.
Capa de cor alaranjada, com sobrecapa e aplicação de fita igual ao chapéu, com o distintivo da confraria colocado na sobrecapa do seu lado esquerdo, à altura do coração. Será forrada com tecido de outra cor. O tecido é adaptável às várias estações do ano e bastante confortável.
Colar composto por Fita larga e aplicação igual ao chapéu, colocada ao pescoço, da qual pende a Insígnia.
Património

Produtos que promovemos

Os Rojões de Válega

Os rojões de Válega são confeccionados com carne de porco cevado, cortada em pedaços, cada um deles com o peso entre 250 a 300 gr., temperada com sal grosso durante cerca de 8 horas, cozida em tacho de cobre, com gordura de porco e cerca de 1 cm de água no fundo do tacho, começando por ser cozinhada em lume brando, que será intensificado cerca de hora e meia depois ou quando a carne se encontrar com aspeto rojado, de forma que os pedaços de carne não se desfaçam, devendo ser mexida regularmente com machão de madeira, no sentido de baixo para cima, rodando todo o tacho.