Confraria

Confraria do Arroz Doce

Almalaguês

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História e origem

A Confraria do Arroz-Doce tem por objeto a investigação e promoção do Arroz-Doce, enquanto sobremesa presente nas mais diversas mesas e festividades portuguesas, bem como a defesa e preservação de todas as receitas de Arroz-Doce, de norte a sul do país. É isso que nos move e nos faz acreditar. É isso que nos leva a todos os cantos deste nosso Portugal, em representação do Arroz-Doce, um ícone nacional.
Alicerçada na tradição, procura contribuir para que a história do Arroz-Doce na mesa dos Portugueses se perpetue no tempo, quer em Portugal, quer além-fronteiras.
Foi em janeiro de 2017, que a ideia surgiu e, de imediato começámos a organizar algumas questões, nomeadamente o facto de querermos ser uma Confraria de âmbito nacional.
Com toda a motivação de início de projeto, as ideias fervilhavam, pelo que, o logótipo e os estatutos não tardaram a aparecer, mas o projeto adormeceu.
É em maio de 2019 que o projeto renasce. Trabalhámos. Captámos mais elementos. Concluímos os estatutos. Definimos o nome. Desenhámos o traje. E a Confraria do Arroz-Doce nasceu de uma semente que precisou de dois anos para começar a germinar e, finalmente, nascer.
Nasceu do projeto. Dos desafios. Do trabalho. Da discussão. Da partilha. Da paixão. E do doce... do Arroz-Doce!
Sendo a gastronomia um dos eixos estratégicos do turismo, a data de criação da Confraria do Arroz-Doce: Gastronomia, Cultura e Investigação, nada teve de ocasional, tendo o dia da escritura coincidido com o Dia Mundial do Turismo: 27 de setembro.
A Confraria do Arroz-Doce encontra-se registada, como marca, no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com o número 645247.
A Confraria do Arroz-Doce conta, neste momento, com 28 Confrades Efetivos e 12 Confrades de Honra.
Missão

Objetivos, missão e valores

MISSÃO
Congregar profissionais multidisciplinares a fim de promover e multiplicar conhecimento para a preservação e divulgação do Arroz Doce Português, alicerçado nas receitas tradicionais, podendo constituir uma alavanca quer para o desenvolvimento da criatividade e inovação, quer para a promoção de parcerias a nível nacional.
VISÃO
Ser um modelo de associativismo na busca do objetivo comum, por meio de ações amparadas na livre iniciativa, eficiência, credibilidade, responsabilidade social e ambiental, constituindo-se como uma referência no panorama das Confrarias Portuguesas.
VALORES
Entusiasmo: estamos apaixonados por aquilo que estamos a construir;
Dinamismo: somos incansáveis na busca constante de soluções para os nossos constrangimentos;
Tradição, inovação e criatividade: acreditamos que a tradição é construída a partir de um momento de inovador e criativo;
Humildade: queremos saber e conhecer sempre mais;
Responsabilidade social e ambiental: procuramos desenvolver a nossa atividade respeitando a sociedade, apoiando os mais desfavorecidos e preservando o ambiente;
Proximidade: estamos próximos da tradição e das pessoas;
Trabalho em equipa: acreditamos que a força de um é a força de todos. Por isso trabalharemos de forma eficiente e ativa;
Ética: trabalhamos com seriedade e transparência;
Compromisso e dedicação: estamos comprometidos em fazer um trabalho sério e válido em prol do Arroz Doce Português;
Cooperação: estamos disponíveis para colaborar em projetos que representem uma mais-valia para todos;
Crença: acreditamos que cada um de nós pode e deve contribuir para um mundo melhor, uma sociedade mais participativa, solidária, inclusiva, democrática e humana.
 
OBJETIVOS
Investigar e promover o Arroz-Doce, enquanto sobremesa presente nas mais diversas mesas e festividades portuguesas;
Divulgar, valorizar e defender, cultural e gastronomicamente o Arroz-Doce;
Organizar, participar e incentivar eventos relacionados com o seu objeto;
Organizar atividades lúdicas, de interesse dos Confrades, no prosseguimento do seu objeto social, de âmbito cultural, gastronómico e etnográfico;
Publicar estudos e monografias, de literatura e textos técnicos, referentes às temáticas desenvolvidas no seu objeto;
Incentivar projetos que visem o bem comum, em colaboração com entidades oficiais, com vista a alcançar objetivos de interesse geral.
Organização

Órgãos Sociais

Mesa da Assembleia Geral - ARROZAL
Presidente: Filipe Lopes Pessoa
Vice-Presidente: Pedro Manuel Chau Peixoto
Secretário: Emanuel da Silva Faria

Conselho Fiscal - DESCASQUE
Presidente - Auditor Relator: Ricardo Manuel Morais dos Santos
Primeiro Secretário – 2º Auditor: João Carlos Moreira
Segundo Secretário – 3º Auditor: Jacinta de Jesus dos Santos Rodrigues

Direção - ORIGEM
Presidente – Plantae: Dora Catarina Garrucho Caetano
Vice-Presidente – Liliopsida: Catarina Isabel Simões Santos
Secretário – Orysa: Gonçalo André Ligeiro de Melo
Tesoureira – Çarkara: Susana Mafalda Garrucho Caetano Jorge
Coordenadora – Cinnamomum: Carla Sofia Antunes Tavares
Identidade

O traje

SIMBOLOGIA
Os símbolos da Confraria são a insígnia, o estandarte, o traje e o pau de canela.
A INSÍGNIA, é constituída por uma medalha, em acrílico, gravada com o logotipo da Confraria. O logotipo, ao centro, contém os elementos comuns a todas as receitas de Arroz-Doce, representados por um saco de arroz, um pau de canela cruzado com uma colher de pau e cubos de açúcar. Sob os quatro elementos encontra-se o ano de fundação da Confraria, sendo estes cinco elementos, circundados por espigas de arroz. A insígnia é suportada por uma fita igual ao traje com o mesmo bordado tecido nos teares de Almalaguês.
O ESTANDARTE, confeccionado em tecelagem de Almalaguês, com +/- 80cm de altura e 60cm e largura. Apoia em mastro de madeira. Tem bordado o logotipo da Confraria e é finalizado com franja.
O TRAJE é constituído por uma capa, com mangas largas e bolsos, de cor castanha, simbolizando a terra. Aperta com 5 alamares que representam a canela e, nessa zona, é adornada com uma tira de tecelagem de Almalaguês, em ponto de arroz-doce, que simboliza o arroz e o açúcar. A gola integra um capuz, e a manga do lado esquerdo contém o logotipo da Confraria.
O PAU DE CANELA, de formato clássico, decorado com saco de arroz carolino, sendo o saco feito em tecelagem de Almalaguês, ostentando o ponto de arroz-doce. O pau de canela é utilizado apenas pela Plantae (Presidente da Direção) nas cerimónias da Confraria, nomeadamente na entronização de novos confrades, podendo ainda ser utilizado em cerimónias de outras Confrarias.
Património

Produtos que promovemos

A Confraria do Arroz-Doce recolhe, promove, valoriza e defende todas as receitas de ARROZ-DOCE, de norte a sul do país, em todas as suas formas.
Sendo o Arroz-Doce um ícone da gastronomia/doçaria portuguesa, este assume-se como um produto de interesse cultural, uma vez que continua a estar associado a tradições e festividades locais.
“Na verdade, a importância de recolher receitas (…) transcende o simples ato de reproduzir uma receita. Permite-nos um mergulho profundo na cultura, nos costumes e nos hábitos alimentares que moldaram as comunidades ao longo dos séculos. Cada página gasta pelo tempo. Cada palavra escrita de forma diferente. Cada unidade de medida que não utiliza grama nem quilograma. Cada ingrediente e cada descrição do modo de preparação, abre-nos uma janela do passado, permite-nos uma ligação com as nossas raízes e tradições e descerra-nos uma janela para o amanhã.” (…)
“Quando falamos do Arroz-Doce no passado, conseguimos recuar à época medieval, onde colocamos um olhar sobre a pesquisa e tradução de Nawal Nasrallah, a partir do livro de receitas de Ibn Sayyar al-Warraq — O Livro dos Pratos. Com origem em Bagdad, o Livro dos Pratos, foi escrito no séc. X, e constitui o mais fascinante compêndio de receitas da época. Trata-se de um extenso glossário de ingredientes e pratos medievais, que integra mais de seiscentas receitas da cozinha luxuosa do Islão medieval, onde encontramos receitas que vão do hidromel ao Arroz-Doce. A referência ao Arroz-Doce no livro de receitas de al-Warraq, leva-nos a crer que esta iguaria, tenha sido introduzida em Portugal através da presença árabe neste território.” (Caetano, Dora; Silvestre, Ana; Jorge, Susana. (2025). Arroz-Doce, O Livro. pp. 29-30. Coimbra: Editora d’Ideias)
Atualidade

Notícias

Principais atividades
Ao longo dos seus 7 anos de existência, a Confraria do Arroz-Doce, tem desenvolvido workshops em escolas, em mercados municipais e em eventos privados.
Participa em eventos anuais, nomeadamente:
Festival de Sopas e Arroz-Doce de Almalaguês;
Feira de Gastronomia e Artesanato, da Freguesia de Almalaguês;
Concurso do Arroz-Doce de Cesto de Vila da Rua, em Moimenta da Beira;
Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea de Coimbra, em Coimbra;
Vagos Sensation Gourmet, na Praia da Vagueira.

No âmbito da responsabilidade social, e sempre que solicitada, a Confraria do Arroz-Doce colabora em eventos de cariz social.